Como é o
bullying
Um belo dia minha filha veio me
perguntar sobre bullying. Se eu já tinha sofrido com isso na escola ou em outro
lugar. Seu olhar triste e seu relato de sofrimentos diários de preconceitos e
brincadeiras onde ela era o alvo me fizeram chorar de raiva do ser humano.
Decidi fazer uma poesia, fazer um rap, escrever pra tentar aliviar sua dor e a
minha, tentar lhe dar coragem para enfrentar a situação da melhor forma!
Escute
filha, eu sei que é difícil o convívio social e tal
A
escola também reflete o lado animal
Ela
é um reflexo, do complexo
Da
sociedade em geral em todo o seu contexto
E
o preço a pagar é insuportável
O
perfil do pagador é estabelecido
Para
muitos ele é invisível, não notado
Mas
já foi lido em atos de suicídio
Criança
tímida, retraída, que fica pelos cantos
Sem
amigos, só conhecidos de sala e pronto
Alvo
fácil para o bully se afirmar
Usar
disso para parecer, se manter forte
Não
se importa com você, intimida pra crescer
Aprendeu
assim, sofrendo como você sofre
E
a quem pedir socorro desse mal social
Quem
deveria proteger também pratica o mau
Existem
leis, mas poucos de vocês
São
olhados com o respeito que deveriam ter
Enquanto
isso será a bola da vez
Sendo
pobre ou burguês
O
alvo será você
Vida
abalada, banalizada com sorrisos
Mas
esse conhecimento não é repassado
Ciclo
do mau que é banalizado, incompreendido
Pelos
pais, professores, e amigos.
E
cada vez mais em jornais, lamentações dos pais de casos fatais
De
adolescentes normais é crescente
Acontece
de forma flagrante, constante
Uma
verdade jogada de baixo do tapete
Intimidação
sistematizada
Ecoam
as vozes, e gargalhadas
Vida
real, vida virtual estraçalhada
Brincadeira
séria que pode causa a morte
As lágrimas escorrem de seu rosto
O sangue pinga de seus braços
Pai e mãe ausente, filho pedindo
socorro
Adolescente mendigando um abraço –
2x
Tímida,
retraída, que fica pelos cantos
Sem
amigos, só conhecidos de sala e pronto
Alvo
fácil para o bully se afirmar
Usar
disso para parecer, se manter forte
Não
se importa com você, intimida pra crescer
Aprendeu
assim, sofrendo como você sofre
E
a quem pedir socorro desse mal social
Quem
deveria proteger também pratica o mau
As lágrimas escorrem de seu rosto
O sangue pinga de seus braços
Pai e mãe ausente, filho pedindo
socorro
Adolescente mendigando um abraço –
4x
Letra: Mário Sérgio dos Santos (MarioÉce)

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